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    Sabedoria, 2

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    Notas do capítulo
    • Sabedoria 2 apresenta um discurso dos ímpios que negam a existência de Deus e se gabam de suas más ações, zombando dos justos e esperando que suas vidas sejam gratificantes e livres de consequências. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados neste capítulo:

    • Provérbios 1:22 - "Até quando vocês, inexperientes, irão contentar-se com a sua inexperiência? E vocês, zombadores, até quando terão prazer na zombaria? E vocês, tolos, até quando desprezarão o conhecimento?" Este versículo fala daqueles que zombam e desprezam o conhecimento, assim como os ímpios de Sabedoria 2.

    • Jó 21:14-15 - "Eles dizem a Deus: ‘Afasta-te de nós! Não queremos conhecer os teus caminhos. Quem é o Todo-poderoso, para que lhe obedeçamos? Que lucro teremos em buscá-lo?’". Esses versículos retratam a atitude dos ímpios em Sabedoria 2, que negam a existência de Deus e rejeitam Seus caminhos.

    • Salmo 10:3-4 - "O ímpio, na sua arrogância, não busca a Deus; em todas as suas tramas não há lugar para Deus. Ele se considera superior a Deus e zomba dele, mas acaba sendo castigado pela sua própria arrogância." Estes versículos descrevem a arrogância dos ímpios em Sabedoria 2, que acham que são superiores a Deus e não buscam a Sua orientação.

    • Provérbios 3:34 - "Ele zomba dos zombadores, mas é generoso com os humildes." Este versículo fala sobre a atitude de Deus em relação aos arrogantes e humildes, que está em contraste com a atitude dos ímpios em Sabedoria 2.

    • Provérbios 10:24 - "O que os ímpios temem, isso lhes sobrevém, mas o desejo dos justos se realiza." Este versículo fala sobre as consequências das más ações, que os ímpios em Sabedoria 2 pensam que não terão.

    1 Dizem, com efeito, nos seus falsos raciocínios: “Curta é a nossa vida, e cheia de tristezas; para a morte não há remédio algum; não há notícia de alguém que tenha voltado da região dos mortos.*1

    2 Um belo dia nascemos e, depois disso, seremos como se jamais tivéssemos sido! É fumaça a respiração de nossos narizes, e nosso pensamento, uma centelha que salta do bater de nosso coração!

    3 Extinta ela, nosso corpo se tornará pó, e o nosso espírito se dissipará como um vapor inconsistente!

    4 Com o tempo nosso nome cairá no esquecimento, e ninguém se lembrará de nossas obras. Nossa vida passará como os traços de uma nuvem, ela desvanecerá como uma névoa que os raios do sol expulsam, e que seu calor dissipa.*1

    5 A passagem de uma sombra: eis a nossa vida, e nenhum reinício é possível uma vez chegado o fim, porque o selo lhe é aposto e ninguém volta.

    6 Vinde, portanto! Aproveitemo-nos das boas coisas que existem! Vivamente gozemos das criaturas durante nossa juventude!

    7 Inebriemo-nos de vinhos preciosos e de perfumes, e não deixemos passar a flor da primavera!

    8 Coroemo-nos de botões de rosas antes que eles murchem!*1

    9 Ninguém de nós falte à nossa orgia; em toda parte deixemos sinais de nossa alegria, porque esta é a nossa parte, esta a nossa sorte!

    10 Tiranizemos o justo na sua pobreza, não poupemos a viúva, e não tenhamos consideração com os cabelos brancos do ancião!

    11 Que a nossa força seja o critério do direito, porque o fraco, em verdade, não serve para nada.*1

    12 Cerquemos o justo, porque ele nos incomoda; é contrário às nossas ações; ele nos censura por violar a lei e nos acusa de contrariar a nossa educação.

    13 Ele se gaba de conhecer a Deus, e se chama a si mesmo filho do Senhor!

    14 Sua existência é uma censura às nossas ideias; basta sua vista para nos importunar.

    15 Sua vida, com efeito, não se parece com as outras, e os seus caminhos são muito diferentes.

    16 Ele nos tem por uma moeda de mau quilate, e afasta-se de nossos caminhos como de manchas. Julga feliz a morte do justo, e gloria-se de ter Deus por pai.

    17 Vejamos, pois, se suas palavras são verdadeiras, e experimentemos o que acontecerá quando da sua morte,

    18 porque, se o justo é filho de Deus, Deus o defenderá, e o tirará das mãos dos seus adversários.

    19 Provemo-lo por ultrajes e torturas, a fim de conhecer a sua doçura e estarmos cientes de sua paciência.

    20 Condenemo-lo a uma morte infame. Porque, conforme ele, Deus deve intervir”.*1

    21 Eis o que pensam, mas enganam-se, sua malícia os cega:

    22 eles desconhecem os segredos de Deus, não esperam que a santidade seja recompensada, e não acreditam na glorificação das almas puras.

    23 Ora, Deus criou o homem para a imortalidade, e o fez à imagem de sua própria natureza.*1

    24 É por inveja do demônio que a morte entrou no mundo, e os que pertencem ao demônio a provarão.*1