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    Eclesiastes, 1

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    Notas do capítulo
    • Eclesiastes 1 começa com o autor, que se apresenta como "o Pregador", expressando sua frustração e desesperança em relação à vida. Ele argumenta que tudo é vaidade e correr atrás do vento, pois as coisas não mudam, e tudo o que temos é a futilidade da existência humana. Abaixo estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em Eclesiastes 1:

    • Salmos 39:5 - "Eis que deste aos meus dias um palmo de comprimento; a minha vida é nada diante de ti; na verdade, todo homem, por mais firme que esteja, é pura vaidade." Este verso destaca a ideia de que a vida é passageira e de pouca importância diante de Deus, o que ecoa a ideia central de Eclesiastes 1.

    • Tiago 4:14 - "Pois não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois, simplesmente, como neblina que aparece por instante e logo se dissipa." Este verso traz uma mensagem semelhante àquela encontrada em Eclesiastes 1, ao enfatizar a brevidade da vida humana e a incerteza do futuro.

    • Isaías 40:7-8 - "Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o hálito do Senhor. Na verdade, o povo é erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente." Este verso apresenta uma visão semelhante àquela apresentada em Eclesiastes 1, de que tudo é transitório e perecível.

    • Jó 8:9 - "Porque somos de ontem e nada sabemos, porquanto nossos dias sobre a terra são como uma sombra." Este verso expressa a ideia de que a vida humana é breve e insignificante, o que ressoa com o sentimento de desesperança encontrado em Eclesiastes 1.

    • Salmo 90:10 - "Os dias da nossa vida chegam a setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, a medida deles é canseira e enfado; pois passa rapidamente, e nós voamos." Este verso enfatiza a brevidade da vida humana e a fugacidade do tempo, um tema recorrente em Eclesiastes 1.

    1 Palavras do Eclesiastes, filho de Davi, rei de Jerusalém.*1

    2 “Fugacidade das fugacidades!”, diz o Eclesiastes. “fugacidade das fugacidades! Tudo é fugaz!”

    3 Que proveito tira o homem de todo o trabalho com que se afadiga debaixo do sol?

    4 Uma geração passa, outra vem, mas a terra sempre subsiste.

    5 O sol se levanta, o sol se põe e se apressa a voltar a seu lugar onde renasce.

    6 O vento sopra para o sul, volta para o norte, volteia e gira nos mesmos circuitos.

    7 Todos os rios se dirigem para o mar, e o mar não transborda. Em direção ao mar, para onde correm os rios, para lá correm sem cessar.

    8 Todas as coisas se afadigam, mais do que se pode dizer. A vista não se farta de ver, o ouvido nunca se sacia de ouvir.

    9 O que foi é o que será. O que aconteceu é o que há de acontecer. Não há nada de novo debaixo do sol.

    10 Se é encontrada alguma coisa da qual se diz: “Veja, isto é novo”, ela já existia nos tempos passados.

    11 Não há memória do que é antigo, nem nossos descendentes não deixarão memória junto àqueles que virão depois deles.

    12 Eu, o Eclesiastes, fui rei de Israel, em Jerusalém.

    13 Apliquei meu espírito a um estudo atencioso e à sábia observação de tudo quanto se passa debaixo do céu. Deus impôs aos homens essa ocupação ingrata.

    14 Vi tudo o que se faz debaixo do sol: eis que tudo é fugaz e vento que passa.

    15 O que está torto não se pode endireitar, o que falta não se pode calcular.

    16 Eu disse comigo mesmo: “Eis que amontoei e acumulei sabedoria mais do que todos os que me precederam em Jerusalém. Porque minha mente estudou muito a sabedoria e a ciência,

    17 e apliquei o meu coração ao discernimento da sabedoria, da loucura e da tolice. E cheguei à conclusão de que isso é também vento que passa.

    18 Porque no acúmulo de sabedoria, acumula-se tristeza, e quem aumenta a ciência, aumenta a dor”.