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    Cânticos, 2

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    1

    2

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    7

    8

    1 Sou uma flor de Sarom, um lírio dos vales.

    2 Como um lírio entre os espinhos é a minha amada entre as jovens.

    3 Como uma macieira entre as árvores da floresta é o meu amado entre os jovens. Tenho prazer em sentar-me à sua sombra; o seu fruto é doce ao meu paladar.

    4 Ele me levou ao salão de banquetes, e o seu estandarte sobre mim é o amor.

    5 Por favor, sustentem-me com passas, revigorem-me com maçãs, pois estou doente de amor.

    6 O seu braço esquerdo esteja debaixo da minha cabeça, e o seu braço direito me abrace.

    7 Mulheres de Jerusalém, eu as faço jurar pelas gazelas e pelas corças do campo: não despertem nem provoquem o amor enquanto ele não o quiser.

    8 Escutem! É o meu amado! Vejam! Aí vem ele, saltando pelos montes, pulando sobre as colinas.

    9 O meu amado é como uma gazela, como um cervo novo. Vejam! Lá está ele atrás do nosso muro, observando pelas janelas, espiando pelas grades.

    10 O meu amado falou e me disse: Levante-se, minha querida, minha bela, e venha comigo.

    11 Veja! O inverno passou; as chuvas acabaram e já se foram.

    12 Aparecem flores sobre a terra, e chegou o tempo de cantar; já se ouve em nossa terra o arrulhar dos pombos.

    13 A figueira produz os primeiros frutos; as vinhas florescem e espalham sua fragrância. Levante-se, venha, minha querida; minha bela, venha comigo.

    14 Minha pomba que está nas fendas da rocha, nos esconderijos, nas encostas dos montes, mostre-me o seu rosto, deixe-me ouvir a sua voz; pois a sua voz é suave, e o seu rosto é lindo.

    15 Apanhem para nós as raposas, as raposinhas que estragam as vinhas, pois as nossas vinhas estão floridas.

    16 O meu amado é meu, e eu sou dele; ele pastoreia entre os lírios.

    17 Volte, amado meu, antes que rompa o dia e fujam as sombras, e seja como a gazela ou como o cervo novo nas colinas escarpadas.