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    São Lucas, 23

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    Notas do capítulo
    • São Lucas 23 relata o julgamento, condenação e crucificação de Jesus. Além disso, o capítulo também apresenta algumas pessoas envolvidas na crucificação, como Pilatos e os criminosos crucificados ao lado de Jesus. Abaixo estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em São Lucas 23:

    • Isaías 53:5: "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados." Este verso profético de Isaías se relaciona com a crucificação de Jesus, em que Ele foi ferido e morto pelos pecados da humanidade.

    • João 19:11: "Respondeu Jesus: 'Não terias nenhuma autoridade sobre mim, se não te fosse dada de cima; por isso, quem me entregou a ti cometeu pecado maior'". Jesus afirma que Pilatos não teria autoridade sobre Ele se não fosse permitido por Deus, e que a verdadeira culpa recai sobre aqueles que O entregaram.

    • Marcos 15:34: "E, à hora nona, bradou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lemá sabactâni, que quer dizer: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Este verso apresenta as últimas palavras de Jesus na cruz, quando Ele sentiu o abandono de Deus em Sua morte.

    • Marcos 15:38: "E o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo." Este verso descreve um evento sobrenatural que ocorreu após a morte de Jesus, quando o véu do templo foi rasgado, indicando que agora todos têm acesso direto a Deus.

    • Marcos 15:46: "E, tendo comprado um pano de linho e tirando-o da cruz, envolveu-o nele e depositou-o num sepulcro lavrado na rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro." Este verso narra o sepultamento de Jesus, que é um momento crucial na história da salvação, pois marca o início da ressurreição e da vitória sobre a morte.

    1 Levantando-se toda a multidão, levaram-no a Pilatos.

    2 Começaram a acusá-lo, dizendo: "Encontrámos este homem sublevando a nossa nação, proibindo dar tributo a César, e dizendo que é o Cristo Rei."

    3 Pilatos interrogou-o: "Tu és o rei dos Judeus?" Ele, respondendo, disse: "Tu o dizes."

    4 Então Pilatos disse aos príncipes dos sacerdotes e ao povo: "Não encontro neste homem crime algum."

    5 Porém eles insistiam, cada vez mais, dizendo: "Ele subleva o povo, ensinando por toda a Judeia, desde a Galileia, oude começou, até aqui."

    6 Pilatos, ouvindo falar da Galileia, perguntou se aquele homem era galileu.

    7 Quando soube que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que, naqueles dias, se encontrava também em Jerusalém.

    8 Herodes, tendo visto Jesus, teve grande alegria, porque havia muito tempo tinha desejo de o ver, por ter ouvido dele muitas coisas, e esperava ver-lhe fazer algum milagre.

    9 Fez-lhe muitas perguntas. Mas ele nada lhe respondeu.

    10 Estavam presentes os príncipes dos sacerdotes e os escribas, acusando-o com grande insistência.

    11 Herodes com os seus guardas desprezou-o, fez escárnio dele, mandando-o vestir com uma vestidura branca, e tornou-o a enviar a Pilatos.

    12 Naquele dia, ficaram amigos Herodes e Pilatos; porque antes eram inimigos um do outro.

    13 Pilatos, tendo chamado os príncipes dos sacerdotes, os magistrados e o povo,

    14 disse-lhes: "Vós apresentaste-me este homem como amotinador do povo; ora, interrogando-o eu diante de vós, não encontrei nele culpa alguma daquelas de que o acusais.

    15 Nem Herodes tão-pouco, porque no-lo remeteu. Nada lhe foi encontrado que mereça morte.

    16 Por isso soltá-lo-ei depois de castigado."

    17 (Ora Pilatos era obrigado a soltar-lhes, pela festa (da Páscoa), um preso.)

    18 Mas todo o povo exclamou a uma voz, dizendo : "Faz morrer este, e solta-nos Barrabás;

    19 o qual tinha sido preso por causa de uma sedição levantada na cidade, e por homicidio.

    20 Pilatos, que desejava livrar Jesus, falou-lhes de novo.

    21 Eles, porém, tornaram a gritar: "Crucifica-o, crucifica-o!"

    22 Ele disse-lhes terceira vez: "Mas, que mal fez ele? Não encontro nele causa alguma de morte; castigá-lo-ei, pois, e o soltarei."

    23 Eles, porém, insistiam em altos gritos que fosse crucificado ; e os seus clamores iam crescendo.

    24 Pilatos, pois, decretou que se executasse o que eles pediam.

    25 Soltou-lhes aquele que tinha sido preso por causa de sedição e de homicídio, como eles reclamavam; e abandonou Jesus ao arbítrio deles.

    26 Quando o iam conduzindo, agarraram um certo Simão Cireneu, que voltava do campo; e puseram a cruz sobre ele, para que a levasse após de Jesus.

    27 Seguia-o uma grande multidão de povo e de mulheres, que batiam no peito, e o lamentavam.

    28 Porém Jesus, voltando-se para elas, disse : "Filhas de Jerusalém, não choreis sobre mim, mas chorai sobre vós mesmas e sobre vossos filhos.

    29 Porque eis que virá tempo em que se dirá: Ditosas as estéreis, os seios que não geraram, e os peitos que não amamentaram.

    30 Então começarão os homens a dizer aos montes : Caí sobre nós; e aos outeiros : Cobri-nos (Os. 10,8). 31 Porque, se isto se faz no lenho verde, que se fará no seco?"

    31 Eram também levados com Jesus outros dois, que eram malfeitores, para serem mortos. (ver nota)

    32 Jesus morre sobre a Cruz.

    33 Quando chegaram ao lugar que se chama Calvário, ali o crucificaram a ele e aos ladrões, um à direita e outro à esquerda.

    34 Jesus dizia: "Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem ." Dividindo os seus vestidos, sortearam-nos (S. 21,19).

    35 O povo estava observando. Os príncipes dos sacerdotes ( com o povo ) o escarneciam, dizendo: "Salvou os outros, salve-se a si mesmo, se é o Cristo, o escolhido de Deus."

    36 Insultavam-no também os soldados, os quais, aproximando-se dele e oferecendo-lhe vinagre,

    37 diziam : "Se és o rei dos Judeus, salva-te a ti mesmo."

    38 Estava também por cima da sua cabeça uma inscrição : Este é o rei dos Judeus.

    39 Um daqueles ladrões, que estavam pendurados, blasfemava contra ele, dizendo: "Se és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós."

    40 O outro, porém, tomando a palavra, repreendia-o, dizendo: "Nem tu temes a Deus, estando no mesmo suplício?"

    41 Nós estamos na verdade justamente, porque recebemos o castigo que merecem as nossas acções, mas este não fez nenhum mal.

    42 E dizia a Jesus: "Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino."

    43 Jesus disse-lhe: "Em verdade te digo: Hoje estarás comigo no paraíso."

    44 Era então quase a hora, sexta, e toda a terra ficou coberta de trevas até à hora nona;

    45 escureceu-se o sol, e rasgou-se pelo meio o véu do templo.

    46 Jesus, exclamando em alta voz, disse: "Pai, nas tuas mãos encomendo o meu espírito (S. 30,6)." Dizendo isto, expirou.

    47 O centurião, vendo o que tinha acontecido, glorificou a Deus, dizendo : "Na verdade este homem era justo."

    48 E toda a multidão que assistia a este espectáculo, e via o que sucedia, retirava-se, batendo no peito.

    49 Todos os conhecidos de Jesus, e as mulheres que o tinham seguido desde a Galileia, estavam de longe observando estas coisas.

    50 Então um homem, chamado José, que era membro do Sinédrio, varão bom e justo,

    51 que não tinha concordado com a determinação dos outros, nem com os seus actos, oriundo de Arimateia, cidade da Judeia, que também esperava o reino de Deus,

    52 foi ter com Pilatos, e pediu-lhe o corpo de Jesus.

    53 Tendo-o descido da cruz, envolveu-o num lençol, e depositou-o num sepulcro aberto na rocha, no qual ainda ninguém tinha sido sepultado,

    54 Era o dia da Preparação, e o sábado ia começar. (ver nota)

    55 Ora as mulheres, que tinham ido da Galileia com Jesus, indo atrás de José, observaram o sepulcro, e de que modo o corpo de Jesus fora nele depositado.

    56 Voltando, prepararam aromas e bálsamos. No sábado, estiveram em repouso, segundo a lei.