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    Eclesiástico, 18

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 18 do livro de Eclesiástico trata sobre a grandeza e a sabedoria de Deus, enfatizando a importância da obediência a Ele e da confiança em Seus caminhos. Além disso, o capítulo discute a justiça e a punição dos ímpios, bem como a bênção da paz e da harmonia entre os seres humanos. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em Eclesiástico 18:

    • Provérbios 1:7: "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria; os insensatos desprezam a sabedoria e a disciplina." Este versículo fala sobre a importância do temor e do respeito a Deus como base para a sabedoria.

    • Salmos 37:7: "Descanse no Senhor e aguarde por Ele com paciência; não se aborreça com o sucesso dos outros, nem com aqueles que maquinam o mal." Este versículo enfatiza a importância da confiança em Deus e da paciência, mesmo quando os ímpios prosperam.

    • Isaías 48:18: "Ah, se tivesses prestado atenção aos meus mandamentos! Então, a tua paz seria como um rio, e a tua justiça como as ondas do mar." Este versículo destaca a conexão entre a obediência aos mandamentos de Deus e a paz e justiça que resultam disso.

    • Provérbios 11:21: "Asseguração de que o ímpio não ficará impune, mas a descendência dos justos será salva." Este versículo destaca a justiça divina e a punição dos ímpios.

    • Salmos 34:14: "Afaste-se do mal e faça o bem; busque a paz com perseverança." Este versículo enfatiza a importância de buscar a paz e evitar o mal através da perseverança.

    1 Aquele que vive eternamente, criou todas as coisas, sem excepção. Só o Senhor será reconhecido justo. Ele é o rei invencível que subsiste para sempre.

    2 Quem é capaz de contar as suas obras?

    3 Quem poderá penetrar as suas maravilhas?

    4 Quem poderá descrever o poder (soberano) da sua grandeza? Quem empreenderá enumerar as suas misericórdias?

    5 Nada se pode diminuir ou acrescentar, nem é possível compreender as maravilhas de Deus.

    6 Quando o homem tiver acabado, então estará no começo, e, quando cessar (a pesquisa), ficará perplexo. (ver nota)

    7 Que é o homem, e para que presta? E que bem ou que mal pode ele fazer? (ver nota)

    8 A duração dos dias do homem, quando muito, é de cem anos, mas, qual gota de água do mar, ou grão de areia, assim são estes poucos anos comparados com o dia da eternidade.

    9 Por isso é que o Senhor é paciente com os homens, e derrama sobre eles a sua misericórdia.

    10 Ele vê que a presunção do seu coração é má, e reconhece que o seu fim é deplorável.

    11 Por isso é que os trata com a plenitude da sua doçura, e mostra-lhes o caminho da equidade.

    12 A misericórdia do homem tem por objecto o seu próximo, porém a misericórdia de Deus estende-se a todo o ser vivo.

    13 Cheio de compaixão, ensina e disciplina (os homens), como um pastor faz ao seu rebanho.

    14 Compadece-se daquele que recebe a doutrina da sua misericórdia, e do que se apressa a cumprir os seus mandamentos.

    15 Filho, não mistures a repreensão com o benefício, nem juntes às tuas dádivas a tristeza duma palavra má. (ver nota)

    16 Porventura o orvalho não mitiga o calor ardente? Assim vale mais a palavra (doce) do que a dádiva.

    17 Porventura a palavra (doce) não vale mais que o próprio dom? Mas uma e outra coisa se encontra no homem justo.

    18 O insensato impropera àsperamente; o dom do invejoso consome os olhos.

    19 Antes de Julgar (os outros) procura ser justo, e aprende, antes de falar.

    20 Antes da enfermidade emprega cuidados (para a evitar), interroga-te a ti mesmo antes do juízo, e encontrarás misericórdia diante de Deus.

    21 Humilha-te antes da doença, e mostra o teu proceder no tempo da enfermidade.

    22 Nada te embarace de orar sempre, e não te envergonhes de praticar boas obras até à morte, porque a recompensa de Deus dura para sempre.

    23 Prepara a tua alma antes da oração, e não sejas como um homem que tenta a Deus.

    24 Lembra-te da ira do último dia, e do tempo em que Deus castigará, desviando o seu rosto.

    25 Lembra-te da pobreza no tempo da abundância, e das necessidades da indigência no dia das riquezas.

    26 Desde manhã até à tarde se muda o tempo, e tudo isto se faz num momento aos olhos de Deus.

    27 o homem sábio andará com temor em tudo, e nos dias do pecado se guardará da preguiça, (ver nota)

    28 Todo o homem hábil conhece a sabedoria, e dá louvor ao que a encontrou.

    29 Os homens sensatos nas palavras, obram também com sabedoria, compreendem a verdade e a justiça, e espalham como chuva provérbios e sentenças.

    30 Não te deixes ir atrás das tuas más tendências e refreia os teus apetites.

    31 Se condescenderes com a tua alma no que deseja, ela fará de ti a alegria dos teus inimigos.

    32 Não te comprazas em ir às assembleias, mesmo as mais pequenas, porque nelas comete-se incessantemente o mal.

    33 Não te empobreças, pedindo dinheiro emprestado para rivalizares (com os outros em despesas), não tendo tu nada no bolso; isto equivaleria a seres inimigo da tua própria vida.