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    Notas do capítulo
    • O capítulo 8 de Ester trata da solução encontrada por Ester e Mardoqueu para o problema da sentença de morte que havia sido decretada contra os judeus. Após Hamã ter sido enforcado, o rei emitiu um novo decreto que permitia que os judeus se defendessem de seus agressores. Abaixo seguem cinco versículos relacionados com os temas abordados nesse capítulo:

    • Isaías 41:10: "Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel." Esse versículo mostra a importância da confiança em Deus, que pode ajudar seus fiéis a enfrentar qualquer situação.

    • Salmo 46:1: "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia." Esse versículo também enfatiza a importância da confiança em Deus em tempos difíceis.

    • Provérbios 21:1: "Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do Senhor; este, segundo o seu querer, o inclina." Esse versículo indica que, embora os reis tenham poder, Deus é quem controla seus corações e suas decisões.

    • 1 Pedro 5:7: "Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós." Esse versículo é um lembrete de que podemos entregar nossas preocupações a Deus, confiando que Ele cuidará de nós.

    • Filipenses 4:6: "Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças." Esse versículo encoraja a oração como meio de expressar nossas necessidades e preocupações a Deus, tendo a certeza de que Ele ouve e responde à nossa oração.

    1 No mesmo dia doou o rei Assuero à rainha Ester a casa de Aman, inimigo dos Judeus, e Mardoqueu foi apresentado ao rei, porque Ester lhe tinha confessado que ele era seu tio paterno.

    2 O rei tomou o anel, que tinha mandado tirar a Aman, e deu-o a Mardoqueu. Ester estabeleceu Mardoqueu sobre a casa de Aman.

    3 Não contente com isto, ela lançou-se aos pés do rei, e com lágrimas suplicou-lhe que frustrasse o mau desígnio de Aman, filho de Agag, as iníquas maquinações, que tinha urdido contra os Judeus.

    4 O rei, segundo o costume, estendeu para ela com a sua mão, o ceptro de ouro, o que era sinal de clemência; levantando-se ela, pôs-se em pé diante do rei

    5 e disse: Se assim apraz ao rei, se encontrei graça aos seus olhos, e não lhe parece ser injusto o meu pedido, suplico que, com novas cartas, sejam revogadas as primeiras de Aman, perseguidor e inimigo dos Judeus, com as quais mandava que fossem estes exterminados em todas as províncias do rei.

    6 Pois, como poderei eu suportar a matança, o extermínio do meu povo?

    7 O rei Assuero respondeu à rainha Ester e ao judeu Mardoqueu: Eu doei a Ester a casa de Aman, e a ele mandei-o crucificar, porque se atreveu a estender a sua mão contra os Judeus.

    8 Escrevei, portanto, aos Judeus em nome do rei, como bem vos parecer, e selai as cartas com o meu anel, porque, segundo o costume, as cartas enviadas em nome do rei e seladas com o seu anel são irrevogáveis.

    9 Chamados os secretários e escrivães do rei, correndo o terceiro mês, chamado Siban, aos vinte e três do mesmo mês, foram escritas as cartas, da maneira que quis Mardoqueu, e dirigidas aos Judeus, aos príncipes, aos governadores e chefes, que presidiam a cento e vinte e sete províncias do reino, desde a India até à Etiópia, a cada província segundo (os caracteres da) sua escrita, a cada povo em sua própria língua, e aos Judeus, em sua língua e em seus caracteres.

    10 Estas cartas, que eram enviadas em nome do rei, foram seladas com o seu anel, e levadas pelos seus correios, os quais, percorrendo com diligência todas as províncias, evitaram por meio destas novas ordens (o efeito) das primeiras cartas.

    11 O rei mandou-lhes também que em cada cidade buscassem os Judeus, e lhes ordenassem que se unissem todos, para defenderem as suas vidas e para matarem os seus inimigos, com as mulheres e filhos, destruírem todas as casas e pilharem os seus bens.

    12 Foi estabelecido por todas as províncias um (mesmo) dia de vingança, a saber, o dia treze do duodécimo mês (chamado) Adar.

    13 Uma cópia do edito, que devia ser, promulgado como lei, em cada província, foi enviada aberta, a todos os povos, a fim de que os Judeus, nesse dia, estivessem prontos a vingar-se dos seus inimigos.

    14 Os correios partiram imediatamente, levando os avisos, e o edito do rei foi afixado em Susa.

    15 Mardoqueu, saindo do palácio e da presença do rei, resplandecia com vestes reais, azuis e brancas, levando uma coroa de ouro na cabeça, e cobrindo-se com um manto de seda e de púrpura. Toda a cidade se encheu de festa e de alegria.

    16 Aos Judeus parecia ter-lhes nascido uma nova luz, alegria, honra e júbilo.

    17 Em todos os povos, cidades e províncias, onde chegaram as ordens do rei, havia, entre os Judeus, uma alegria extraordinária, banquetes e festas, de tal sorte que muitos, dos outros povos e seitas, abraçavam a sua religião e as suas cerimónias, porque o nome do povo judaico tinha enchido todos de grande terror.