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    Atos dos Apóstolos, 21

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    Notas do capítulo
    • Em Atos dos Apóstolos 21, Paulo e seus companheiros chegam a Jerusalém e são bem recebidos pelos irmãos. No entanto, alguns judeus começam a acusar Paulo de ensinar contra a lei e o templo, o que resulta em uma série de conflitos e perseguições. A seguir estão cinco versículos relacionados com os temas abordados nesse capítulo:

    • Atos 21:13: "Então Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus." Nesse versículo, Paulo demonstra sua determinação em seguir a vontade de Deus, mesmo que isso signifique enfrentar a morte.

    • Atos 21:20-21: "Ouvindo eles isso, glorificaram a Deus e disseram-lhe: Bem vês, irmão, quantos milhares há entre os judeus que crêem, e todos são zelosos da lei; e foram informados acerca de ti que ensinas todos os judeus que estão entre os gentios a apartarem-se de Moisés, dizendo-lhes que não circuncidem seus filhos nem andem segundo os costumes." Esses versículos mostram como os judeus se preocupavam em manter a tradição e a lei de Moisés, e como a mensagem de Paulo desafiava essas tradições.

    • Atos 21:26: "Então Paulo tomou consigo aqueles homens, e no dia seguinte, havendo-se purificado com eles, entrou no templo, anunciando o cumprimento dos dias da purificação, até que fosse oferecido em favor de cada um deles a oferta." Esse versículo destaca o fato de que Paulo não estava ensinando os judeus a abandonar a lei e as tradições, mas sim a reconhecer que a salvação vem pela graça de Deus, por meio da fé em Jesus Cristo.

    • Atos 21:27-29: "Ora, quando estavam para terminar os sete dias, os judeus da Ásia, vendo-o no templo, alvoroçaram todo o povo e lançaram mão dele, clamando: Homens israelitas, acudi; este é o homem que ensina a todos em toda parte contra o povo, e contra a lei, e contra este lugar; e ainda introduziu gregos no templo, e profanou este santo lugar." Nesses versículos, vemos como as acusações falsas contra Paulo resultam em uma grande confusão no templo.

    • Atos 21:33: "Então o tribuno, chegando perto dele, o prendeu e o mandou atar com duas cadeias, e perguntou quem era e o que tinha feito." Esse versículo marca o momento em que Paulo é preso e levado para ser julgado diante do Sinédrio.

    1 Depois de nos separarmos dele, embarcamos e fomos em direção a Cós, e no dia seguinte a Rodes e dali a Pátara.

    2 Encontramos aí um navio que ia partir para a Fenícia. Entramos e seguimos viagem.

    3 Quando estávamos à vista de Chipre, deixando-a à esquerda, continuamos rumo à Síria e aportamos em Tiro, onde o navio devia ser descarregado.

    4 Como achássemos uns discípulos, detivemo-nos com eles por sete dias. Eles, sob a inspiração do Espírito, aconselhavam Paulo que não subisse a Jerusalém.

    5 Mas, passados que foram esses dias, partimos e seguimos a nossa viagem. Todos eles com suas mulheres e filhos acompanharam-nos até fora da cidade. Ajoelhados na praia, fizemos a nossa oração.

    6 Despedimo-nos então e embarcamos, enquanto eles voltaram para suas casas.

    7 Navegando, fomos de Tiro a Ptolemaida, onde saudamos os irmãos, passando um dia com eles.

    8 Partindo no dia seguinte, chegamos a Cesareia e, entrando na casa de Filipe, o Evangelista, que era um dos sete, ficamos com ele.

    9 Tinha quatro filhas virgens que profetizavam.

    10 Já estávamos aí fazia alguns dias, quando chegou da Judeia um profeta, chamado Ágabo.

    11 Veio ter conosco, tomou o cinto de Paulo e, amarrando-se com ele pés e mãos, disse: “Isto diz o Espírito Santo: assim os judeus em Jerusalém ligarão o homem a quem pertence este cinto e o entregarão às mãos dos pagãos”.

    12 A estas palavras, nós e os fiéis que eram daquele lugar, rogamos-lhe que não subisse a Jerusalém.

    13 Paulo, porém, respondeu: “Por que chorais e me magoais o coração? Pois eu estou pronto não só a ser preso, mas também a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus”.

    14 Como não pudéssemos persuadi-lo, desistimos, dizendo: “Faça-se a vontade do Senhor!”.

    15 Depois desses dias, terminados os preparativos, subimos a Jerusalém.

    16 Foram também conosco alguns dos discípulos de Cesareia, que nos levaram à casa de Menason de Chipre, um antigo discípulo em cuja casa nos devíamos hospedar. Paulo em Jerusalém

    17 À nossa chegada em Jerusalém, os irmãos nos receberam com alegria.

    18 No dia seguinte, Paulo dirigiu-se conosco à casa de Tiago, onde todos os anciãos se reuniram.

    19 Tendo-os saudado, contou-lhes uma por uma todas as coisas que Deus fizera entre os pagãos por seu ministério.

    20 Ouvindo isso, glorificaram a Deus e disseram a Paulo: “Bem vês, irmão, quantos milhares de judeus abraçaram a fé sem abandonar seu zelo pela Lei.

    21 Eles têm ouvido dizer de ti que ensinas os judeus, que vivem entre os gentios, a deixarem Moisés, dizendo que não devem circuncidar os seus filhos nem observar os costumes (mosaicos).*1

    22 Que se há de fazer? Sem dúvida, saberão de tua chegada.

    23 Faze, pois, o que te vamos dizer. Temos aqui quatro homens que têm um voto.

    24 Toma-os contigo, faze com eles os ritos da purificação e paga por eles (a oferta obrigatória) para que rapem a cabeça. Então, todos saberão que é falso quanto de ti ouviram, mas que também tu guardas a Lei.*1

    25 Mas a respeito dos que creram dentre os gentios, já escrevemos, ordenando que se abstenham do que for sacrificado aos ídolos, do sangue, da carne sufocada e da fornicação”.

    26 Então, Paulo acompanhou aqueles homens no dia seguinte e, purificando-se com eles, entrou no templo e fez aí uma declaração do termo do voto, findo o qual se devia oferecer um sacrifício a favor de cada um deles.

    27 Ao fim dos sete dias, os judeus, vindos da Ásia, viram Paulo no templo e amotinaram todo o povo. Lançando-lhe as mãos,

    28 gritavam: “Ó judeus, valei-nos! Este é o homem que por toda parte prega a todos contra o povo, a Lei e o templo. Além disso, introduziu até gregos no templo e profanou o lugar santo”.*1

    29 É que tinham visto Trófimo, de Éfeso, com ele na cidade, e pensavam que Paulo o tivesse introduzido no templo.

    30 Alvoroçou-se toda a cidade com grande ajuntamento de povo. Agarraram Paulo e arrastaram-no para fora do templo, cujas portas se fecharam imediatamente.

    31 Como quisessem matá-lo, o tribuno da coorte foi avisado de que toda a Jerusalém estava amotinada.

    32 Ele tomou logo soldados e oficiais e correu aos manifestantes. Estes, ao avistarem o tribuno e os soldados, cessaram de espancar Paulo.

    33 Aproximando-se então o tribuno, prendeu-o e mandou acorrentá-lo com duas cadeias. Perguntou então quem era e o que havia feito.

    34 Na multidão todos gritavam de tal modo que, não podendo apurar a verdade por causa do tumulto, mandou que fosse recolhido à cidadela.*1

    35 Quando Paulo chegou às escadas, foi carregado pelos soldados, por causa do furor da multidão.

    36 O povo o seguia em massa dizendo aos gritos: “À morte!”.

    37 Quando estava para ser introduzido na fortaleza, Paulo perguntou ao tribuno: “É-me permitido dizer duas palavras?” Este respondeu: “Sabes o grego!

    38 Não és tu, portanto, aquele egípcio que há tempos levantou um tumulto e conduziu ao deserto quatro mil extremistas?”.*1

    39 Paulo replicou: “Eu sou judeu, natural de Tarso, na Cilícia, cidadão dessa ilustre cidade. Mas rogo-te que me permitas falar ao povo”.

    40 O tribuno lho permitiu. Paulo, em pé nos degraus, acenou ao povo com a mão e se fez um grande silêncio. Falou em língua hebraica do seguinte modo: