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    Lamentações, 1

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    2Jo

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    Notas do capítulo
    • Lamentações 1 é o primeiro capítulo do livro de Lamentações, que apresenta uma coleção de poemas que expressam profunda tristeza e lamento pela destruição de Jerusalém e pelo sofrimento do povo de Judá. O capítulo 1 apresenta Jerusalém personificada como uma mulher solitária e abandonada, que sofre a punição divina pelos seus pecados. A seguir estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em Lamentações 1:

    • Isaías 64:10: "As tuas cidades santas tornaram-se em deserto; Sião tornou-se em deserto, Jerusalém em assolação." Este versículo descreve a destruição das cidades sagradas e a desolação de Jerusalém, o que é um tema central de Lamentações 1.

    • Salmos 137:1: "Junto aos rios da Babilônia, ali nos assentamos e choramos, quando nos lembramos de Sião." Este versículo mostra a dor e a tristeza dos exilados em Babilônia, que se lembram de sua terra natal e choram pela perda de Jerusalém.

    • Isaías 51:19: "Estas duas coisas te sucederam; quem te compadecerá? A desolação e a destruição, a fome e a espada; como te consolarei eu?" Este versículo mostra a tristeza de Deus pelo sofrimento de Jerusalém e a sensação de impotência diante da destruição.

    • Salmos 22:1: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas do meu auxílio e das palavras do meu bramido?" Este versículo expressa a sensação de abandono e solidão que Jerusalém experimenta, personificada como uma mulher solitária em Lamentações 1.

    • Jeremias 9:1: "Ah! Quem me dera uma cabana no deserto para peregrinar longe do meu povo! Porque são todos adúlteros, um bando de traidores." Este versículo expressa o desejo de isolamento diante da corrupção e da infidelidade do povo, um tema presente em Lamentações 1.

    1 Álef: Como está abandonada a cidade tão povoada! Assemelha-se a uma viúva a grande entre as nações. Rainha entre as províncias, ficou sujeita ao tributo.*1

    2 Bet: Ela chora pela noite adentro, lágrimas lhe inundam as faces, ninguém mais a consola de quantos a amavam. Seus amigos todos a traíram, e se tornaram seus inimigos.*1

    3 Guímel: Judá partiu para o exílio em miséria e dura servidão. Habita entre as nações sem achar repouso. Atingiram-no seus perseguidores entre as suas fronteiras.

    4 Dálet: Estão de luto os caminhos de Sião, e ninguém mais vem às suas festas. Suas portas todas estão desertas, gemem seus sacerdotes, afligem-se as virgens, e ela mesma vive na amargura.

    5 Hê: Apossaram-se dela seus opressores, e tranquilos vivem seus inimigos, pois o Senhor a aflige por causa do número de seus crimes. Partiram cativos os seus filhos diante do opressor.

    6 Vaw: Desapareceu da filha de Sião toda a sua glória. Seus príncipes se tornaram como cervos que não encontraram pastagens e que fogem, esgotados, diante dos que os perseguem.

    7 Záin: Nestes dias de males e vida errante, recorda-se Jerusalém das delícias dos tempos idos. Agora que seu povo sucumbiu sob os golpes do inimigo e ninguém vem socorrê-la! Olham-na seus inimigos, e zombam de sua devastação.

    8 Het: Graves foram os pecados de Jerusalém: ela ficou uma imundície. Quem a honrava, agora a despreza porque lhe viram a nudez. E ela geme e esconde o rosto.

    9 Tet: Vê-se sua mancha sobre suas vestes. Ela não previra esse fim. É imensa a sua decadência, e ninguém vem consolá-la. “Olhai, Senhor, para a minha miséria, porque o inimigo se ensoberbece.”

    10 Yod: O adversário lançou a mão sobre todos os seus tesouros. E ela viu os pagãos penetrarem em seu santuário, aqueles dos quais dissestes que não entrariam em vossa assembleia.

    11 Kaf: Geme todo o seu povo à procura de pão. Por víveres troca suas joias, a fim de recuperar as forças. “Vede, Senhor, e considerai o aviltamento a que cheguei!”

    12 Lámed: Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta, a mim que o Senhor feriu no dia de sua ardente cólera.*1

    13 Mem: Até aos meus ossos lançou ele do alto um fogo que os devora. Sob meus passos estendeu redes e me fez cair violentamente, enchendo-me de pavor. Eu ando amargurado o dia inteiro!

    14 Nun: O jugo dos meus crimes está ligado pelas suas mãos. Pesa-me ao pescoço um feixe que faz vacilar minha força. O Senhor me entregou em mãos das quais não posso libertar-me.*1

    15 Sámec: Rejeitou o Senhor todos os bravos que viviam em meus muros. Enviou contra mim um exército, a fim de abater minha jovem elite. O Senhor esmagou no lagar a virgem, filha de Judá.

    16 Áin: Eis o motivo por que choro; fundem-se em lágrimas os meus olhos, porque ninguém a meu lado me consola, nem me alenta. Vivem consternados os meus filhos, porque triunfa o inimigo.

    17 Pê: Sião estende as suas mãos sem que ninguém a console. Mandou o Senhor contra Jacó inimigos sem conta. Jerusalém se tornou entre eles objeto de aversão.

    18 Tsade: O Senhor é justo, porque fui rebelde à sua voz. Escutai todos vós, ó povos, e vede a minha dor. Minhas virgens e meus jovens foram conduzidos para o exílio.*1

    19 Qof: Implorei a meus amigos e eles me iludiram. Meus sacerdotes e os anciãos pereceram na cidade enquanto buscavam alimento para revigorar as forças.

    20 Resh: Vede, Senhor, a minha angústia! Tremem minhas entranhas, e meu coração está perturbado por causa de minhas revoltas. De fora mata a espada, de dentro alastra a morte.

    21 Shin: Meus suspiros são ouvidos sem que ninguém me console. Meus inimigos, vendo minha ruína, sentem-se felizes com a vossa intervenção. Fazei vir o dia por vós predito! Que a mesma sorte lhes advenha!

    22 Taw: Que todos os seus crimes vos estejam presentes! Tratai-os como a mim me tratastes por todos os meus crimes! Porque não cessam meus gemidos, e está doente meu coração.