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    II Macabeus, 13

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    Notas do capítulo
    • O capítulo 13 de 2 Macabeus descreve a batalha final entre as forças judaicas lideradas por Judas Macabeu e o exército do rei Antíoco Eupátor. Nessa batalha, Judas e seus homens conseguem uma grande vitória, e o capítulo também destaca a importância da oração e do sacrifício para obter a ajuda de Deus na luta contra os inimigos. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados em 2 Macabeus 13:

    • 2 Crônicas 13:12: "Agora, pois, Deus está conosco à frente, e seus sacerdotes com as trombetas para tocarem o alarme contra vocês. Ó israelitas, não lutem contra o Senhor, o Deus de seus antepassados, pois vocês não terão sucesso". Esse versículo mostra a importância de confiar em Deus e na liderança divina em batalhas, assim como Judas liderou seu povo na batalha contra Antíoco Eupátor.

    • Salmos 20:7: "Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor, nosso Deus". Esse versículo destaca a importância de confiar em Deus em vez de confiar apenas em recursos materiais ou estratégias humanas, algo que Judas e seus homens também fizeram.

    • Isaías 59:19: "Virá como torrente violenta impelida pelo vento do Senhor". Esse versículo fala sobre a ajuda divina que pode vir como uma força poderosa em momentos de necessidade, assim como Judas e seus homens receberam ajuda divina na batalha.

    • 1 Samuel 7:8: "Não deixes de clamar ao Senhor nosso Deus por nós, para que nos livre da mão dos filisteus". Esse versículo destaca a importância da oração e do clamor a Deus em momentos de batalha e dificuldade, algo que Judas e seus homens fizeram na batalha contra o exército inimigo.

    • 1 Reis 8:44: "Quando o teu povo for à guerra contra o inimigo que tu lhe houveres de enviar, e orarem ao Senhor, voltados para a cidade que escolheste e para o templo que construí para o teu nome". Esse versículo destaca a importância de orar em direção ao templo de Deus, algo que Judas e seus homens também fizeram durante a batalha.

    1 No ano cento e quarenta e nove, os partidários de Judas souberam que Antíoco Eupátor vinha contra a Judeia, com um considerável exército.

    2 Lísias, seu tutor e ministro, acompanhava-o. Eles comandavam as tropas gregas, elevando-se a cento e dez mil infantes, cinco mil e trezentos cavaleiros, vinte e dois elefantes e trezentos carros armados de foices.

    3 Menelau havia se unido a eles e intervinha perfidamente junto ao rei, não a favor de sua pátria, mas tendo em mira a confirmação de sua dignidade.

    4 Todavia, o Rei dos reis excitou contra esse celerado a cólera de Antíoco e, tendo-o Lísias acusado de ser a causa de todos esses males, mandou o rei conduzi-lo a Bereia, para que fosse morto segundo o costume do país.

    5 Ora, havia ali uma torre de cinquenta côvados, cheia de cinza e munida de um instrumento giratório que, de todos os lados, precipitava essa cinza.

    6 Era lá que qualquer culpado de roubo sacrílego, ou de algum outro crime particularmente grave, era lançado à morte pela multidão.

    7 Foi nesse suplício que morreu Menelau, o prevaricador, que não recebeu assim sepultura alguma.

    8 E isso foi justo, porque ele havia pecado bastante contra o altar que sustenta o fogo puro e a cinza, e foi na cinza que ele encontrou a morte.

    9 Nesse meio tempo, o rei avançava, imaginando os mais bárbaros planos, decidido a empregar contra os judeus os piores castigos imaginados por seu pai.

    10 Sabendo disso, Judas mandou que o povo invocasse o Senhor, noite e dia, para que nessa circunstância, mais do que nunca, ele viesse em socorro daqueles que estavam ameaçados de perder a Lei, a pátria e o templo.

    11 Que ele não permitisse que o povo, apenas um pouco aliviado, recaísse sob os golpes das nações perversas.

    12 Rezaram todos juntos e invocaram o Senhor misericordioso, entre lágrimas, jejuns, prostrados três dias consecutivos. Judas exortou-os e disse-lhes que estivessem preparados.

    13 Entrevistou-se ele com os anciãos e decidiu não esperar que o exército do rei penetrasse na Judeia e se assenhoreasse da cidade, mas sair logo e travar uma batalha decisiva com o auxílio de Deus.

    14 Entregou, pois, a sorte das armas ao Criador do mundo e encorajou seus companheiros a combater valentemente até a morte em defesa das leis, do templo, da cidade, da pátria e da nação. Em seguida, levou seu exército até Modin.

    15 Depois de ter entregue a seus homens a senha “Vitória de Deus”, tomou consigo os mais corajosos entre os jovens e partiu de noite, a fim de atacar o acampamento que abrigava o rei. Matou cerca de dois mil homens, massacraram o principal elefante e seu condutor.

    16 Por fim, espalharam pelo campo o terror e a confusão, e retiraram-se vitoriosos.

    17 Despontava o dia, quando cessou este ataque, graças à proteção de Deus.

    18 Provando a audácia dos judeus, o rei tentou apoderar-se das fortificações por meio de estratagemas.

    19 Partiu, a fim de colocar cerco diante de Betsur, praça forte dos judeus, mas foi rechaçado, sofrendo revés, e vencido,

    20 enquanto Judas reabastecia os sitiados.

    21 Rôdoco, combatente do exército dos judeus, revelou os segredos dos seus aos inimigos, mas após inquérito foi detido e executado.

    22 Pela segunda vez, o rei parlamentou com os habitantes de Betsur, apresentou-lhes a mão, recebeu a deles, partiu para atacar o exército de Judas e foi vencido.

    23 Soube então que Filipe, a quem tinha deixado em Antioquia para a direção dos negócios, se revoltara, e ficou muito consternado. Fez propostas aos judeus, aceitou as condições deles e jurou tudo o que lhe pareceu justo. Reconciliados, ofereceu um sacrifício, presenteou o templo e mostrou-se benévolo para com a cidade.

    24 Acolheu com agrado Macabeu e deixou como governador na região Hegemônida, desde Ptolemaida até a terra dos gerrênios.*1

    25 Dirigiu-se a Ptolemaida, porque os habitantes estavam descontentes com esse tratado e indignados com os decretos promulgados.

    26 Lísias subiu à tribuna, defendeu-o como pôde, persuadiu e apaziguou o povo, levando-o a benévolos sentimentos, e voltou depois a Antioquia. Assim decorreram a ofensiva e a retirada do rei.