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    Neemias, 5

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    Notas do capítulo
    • Neemias 5 trata da opressão dos ricos sobre os pobres em Jerusalém, e da liderança de Neemias em confrontar essa situação injusta. Os versículos a seguir foram escolhidos por abordarem temas relacionados ao capítulo:

    • Provérbios 22:16: "Aquele que oprime os pobres para enriquecer-se, ou dá ao rico, certamente empobrecerá." Este verso destaca a injustiça da opressão dos pobres pelos ricos, e como essa prática pode levar a uma situação insustentável.

    • Isaías 58:6: "Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?" Este verso enfatiza a importância de se livrar dos jugos de opressão, e como essa é uma parte essencial do verdadeiro jejum.

    • Jeremias 22:3: "Assim diz o Senhor: Praticai o direito e a justiça, livrai o oprimido das mãos do opressor, e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; nem derrameis sangue inocente neste lugar." Este verso ressalta a responsabilidade dos líderes em praticar a justiça e proteger os oprimidos, em vez de contribuir para sua opressão.

    • Provérbios 29:7: "O justo conhece a causa dos pobres; mas o ímpio não entende tal conhecimento." Este verso mostra a diferença entre um líder justo, como Neemias, que compreende as lutas dos pobres, e um líder injusto, que não se preocupa com o sofrimento dos menos favorecidos.

    • Isaías 1:17: "Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas." Este verso destaca a importância de fazer o bem, procurar a justiça e ajudar os oprimidos, o que Neemias buscou fazer ao liderar o povo na reconstrução de Jerusalém.

    1 Houve forte lamentação do povo e suas mulheres contra os judeus, seus irmãos.

    2 Havia alguns que diziam: “Nós, nossos filhos e filhas somos numerosos; precisamos de trigo para que possamos comer e viver”.

    3 Havia outros que diziam: “Somos obrigados a empenhar nossas terras, nossas vinhas e nossas casas para termos trigo durante a fome”.

    4 Outros ainda diziam: “Tivemos de tomar dinheiro emprestado para pagar o tributo ao rei, empenhando nossas vinhas e nossos campos.

    5 E, no entanto, somos da mesma raça que nossos irmãos; nossos filhos não são diferentes dos deles; e eis que foi preciso escravizar nossos filhos e filhas; mesmo agora, entre nossas filhas, há algumas que já são escravas. E nada podemos fazer, porque nossos campos e nossas vinhas passaram já à mão de outros”.*1

    6 Esses lamentos e reclamações irritaram-me profundamente.

    7 Depois de ter refletido, censurei as pessoas importantes e os magistrados, dizendo-lhes: “Por que cobrais usuras de vossos irmãos?”. Convoquei então por causa deles uma grande assembleia

    8 e disse-lhes: “Nossos irmãos judeus, que tinham sido vendidos às nações, nós os resgatamos segundo nossa posse. E vós vendeis vossos irmãos? É a nós que eles seriam vendidos!”. Calaram-se, não encontrando o que responder.

    9 Eu continuei: “O que estais fazendo não é correto! Não devíeis caminhar no temor de nosso Deus, para evitar o insulto das nações que são nossas inimigas?

    10 Eu mesmo, com meus irmãos e servos, nós emprestamos prata e trigo. Pois bem! Abandonemos o que nos devem.

    11 Devolvei-lhes desde já seus campos, suas vinhas, suas oliveiras e suas casas, bem como a porcentagem de prata, de trigo, de vinho e de azeite que exigistes deles como juros”.

    12 Responderam eles: “Devolveremos tudo e nada mais lhes pediremos; faremos tudo o que dizes”. Chamei então os sacerdotes e os fiz jurar que procederiam assim.

    13 E sacudi o pó de meu manto, dizendo: “Que Deus assim sacuda de sua casa e de seus bens todo aquele que não cumprir com a sua palavra; que assim, expulso, fique também tal homem despojado!”. Ao que toda a assembleia respondeu: “Amém” – louvando o Senhor. E o povo nada mais disse.

    14 Depois do dia em que o rei me estabeleceu como governador da região de Judá, isto é, depois do vigésimo até o trigésimo segundo ano do reinado do rei Artaxerxes, durante doze anos, nem eu nem meus irmãos comemos o pão do governador.*1

    15 Os antigos governadores, meus predecessores, cobrando o pão e o vinho à razão de quarenta siclos por dia, tinham sido uma carga pesada para o povo, que também sofria as cobranças de seus servos. Mas, quanto a mim, o temor de Deus preservou-me de proceder assim.

    16 Eu mesmo colaborei no trabalho de reparação das muralhas. Não compramos campo algum e meus servos puseram-se todos a trabalhar.

    17 Tinha eu ao meu encargo a alimentação de cento e cinquenta homens, judeus e magistrados, além de outras pessoas que nos vinham procurar das regiões vizinhas.

    18 Preparávamos todos os dias um boi, seis carneiros escolhidos e aves, tudo à minha custa; e a cada dez dias se servia o vinho necessário em abundância. Entretanto, não reclamei a pensão do governador porque os trabalhos pesavam muito sobre o povo.

    19 Lembrai-vos, ó meu Deus, de tudo o que eu fiz por esse povo e recompensai-me.