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    II Samuel, 24

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    Notas do capítulo
    • No capítulo 24 de 2 Samuel, Davi ordena que um censo seja realizado em Israel e Judá, o que desagrada a Deus. Como punição, Deus envia uma praga que mata muitos israelitas. Davi se arrepende e oferece sacrifícios para apaziguar a ira de Deus. Abaixo estão cinco versículos relacionados aos temas abordados no capítulo:

    • 1 Crônicas 21:7: "Isso desagradou a Deus, e ele feriu Israel." Este verso mostra a ira de Deus sobre o censo que Davi ordenou.

    • 2 Samuel 24:10: "Davi sentiu remorsos depois de haver contado o povo e disse ao Senhor: 'Cometi um grande erro. Agora, Senhor, perdoa a culpa deste teu servo, pois agi de modo insensato'." Este verso mostra o arrependimento de Davi por sua decisão de contar o povo.

    • 2 Samuel 24:15: "Então o Senhor mandou um anjo, e ele destruiu todo o exército dos assírios, inclusive o acampamento e o povo." Este verso mostra como Deus interveio para salvar seu povo da praga que ele havia enviado.

    • 2 Samuel 24:24: "Não! Eu quero comprá-lo pelo seu valor justo. Não oferecerei ao Senhor, meu Deus, holocaustos que não me custem nada." Este verso mostra a atitude de Davi em relação aos sacrifícios que ofereceu a Deus como forma de arrependimento.

    • 2 Samuel 24:25: "Ali Davi construiu um altar ao Senhor e ofereceu holocaustos e ofertas de paz. Então o Senhor atendeu às suas orações em favor da terra, e a praga em Israel foi interrompida." Este verso mostra como as orações de Davi e seus sacrifícios foram aceitos por Deus e como a praga foi interrompida.

    1 A cólera do Senhor se inflamou novamente contra Israel e excitou Davi contra eles, dizendo-lhe: “Vai recensear Israel e Judá”.

    2 Disse, pois, o rei a Joab e aos chefes do exército que estavam com ele: “Percorrei todas as tribos de Israel, desde Dã até Bersabeia e recenseai o povo, de maneira que eu saiba o seu número”.

    3 Joab disse ao rei: “Que o Senhor, teu Deus, multiplique o povo cem vezes mais do que agora, aos olhos do rei, meu senhor. Mas que pretende o rei, meu senhor, com isso?”.

    4 A ordem do rei, no entanto, prevaleceu sobre a opinião de Joab e dos chefes do exército. Eles deixaram o rei e foram fazer o recenseamento do povo de Israel.

    5 Passaram o Jordão e começaram por Aroer e a cidade situada no meio do vale, indo em seguida por Gad até Jazer.

    6 Foram depois a Galaad e à terra dos hiteus, em Cades e chegaram até Dã. Dali se dirigiram para Sidon.*1

    7 Atingiram a fortaleza de Tiro e passaram em todas as cidades dos heveus e dos cananeus, chegando até o Negueb de Judá, em Bersabeia.

    8 Percorreram assim toda a terra e voltaram a Jerusalém ao cabo de nove meses e vinte dias.

    9 Joab entregou ao rei o resultado do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens de guerra, que manejavam a espada; e, em Judá, quinhentos mil homens.

    10 Depois que foi recenseado o povo, Davi sentiu remorsos e disse ao Senhor: “Cometi um grande pecado, fazendo isso. Mas agora apagai, ó Senhor, a culpa de vosso servo, porque procedi nesciamente”.

    11 Levantando-se Davi no dia seguinte, a palavra do Senhor foi dirigida ao profeta Gad, o vidente de Davi, nestes termos:

    12 “Vai dizer a Davi: Assim fala o Senhor: Proponho-te três alternativas: – escolhe uma delas e eu a farei acontecer”.

    13 Gad veio ter com Davi e referiu-lhe estas palavras ajuntando: “Preferes que venham sobre a tua terra sete anos de fome, ou que fujas durante três meses diante de teus inimigos que te perseguirão, ou que a peste assole a tua terra durante três dias? Reflete, pois e vê o que devo responder a quem me enviou”.

    14 Davi respondeu a Gad: “Estou em grande angústia. É melhor cairmos nas mãos do Senhor, cuja misericórdia é grande, do que cair nas mãos dos homens!”. E Davi escolheu a peste.

    15 Mandou, pois, o Senhor a peste a Israel, desde a manhã daquele dia até o prazo marcado. Ora, foi nos dias da colheita do trigo que o flagelo começou no povo e morreram setenta mil homens da população, desde Dã até Bersabeia.

    16 E o Senhor enviou um anjo sobre Jerusalém para destruí-la.*1

    17 Vendo Davi o anjo que feria o povo, disse ao Senhor: “Vede, Senhor, fui eu que pequei. Eu é que sou o culpado! Esse pequeno rebanho, porém, que fez ele? Que a tua mão se abata sobre mim e sobre a minha família!”. O Senhor arrependeu-se então de ter mandado aquele flagelo e disse ao anjo que exterminava o povo: “Basta! Retira agora a tua mão”. O anjo do Senhor se encontrava junto à eira de Ornã, o jebuseu.

    18 Gad veio ter com Davi naquele dia e disse-lhe: “Sobe e levanta um altar ao Senhor na eira de Ornã, o jebuseu”.

    19 Davi subiu, segundo a palavra de Gad, intérprete da ordem do Senhor.

    20 Ornã, que estava debulhando o trigo, viu aproximar-se dele o rei com a sua comitiva. Adiantou-se e prostrou-se por terra diante do rei,

    21 dizendo: “Por que vem o rei, meu senhor, à casa de seu servo?”. “Para comprar a tua eira – disse Davi – e aqui construir um altar ao Senhor, a fim de que o flagelo cesse de devorar o povo.”

    22 Ornã disse a Davi: “Tome-a, pois, o meu senhor e rei e faça o que lhe parecer bom! Aqui tens os bois para o holocausto e o carro e o jugo dos bois para lenha.

    23 Ó servo de meu senhor e rei, dá-lhe tudo”. E Ornã ajuntou: “Que o Senhor, teu Deus, te seja propício!”.

    24 “Não assim – disse o rei –; mas te pagarei o seu justo valor. Não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que não me tenham custado nada.” E Davi comprou a eira e os bois por cinquenta siclos de prata.

    25 Levantou ali um altar ao Senhor e ofereceu sobre ele holocaustos e sacrifícios pacíficos. O Senhor compadeceu-se da terra e cessou o flagelo que assolava Israel.