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    I Samuel, 19

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    Notas do capítulo
    • 1 Samuel 19 narra a história de como o rei Saul começa a perseguir Davi, que se tornou seu rival e ameaça ao trono. O capítulo aborda temas como inveja, traição, perseguição, proteção divina e fidelidade.

    • Salmos 37:1-2: "Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva, e murcharão como a verdura." Este versículo destaca a inutilidade da inveja e do ódio contra outras pessoas, que é o que motiva Saul a perseguir Davi. O salmista exorta a confiar em Deus, que trará justiça para aqueles que praticam o mal.

    • Provérbios 17:17: "Em todo o tempo ama o amigo e na angústia se faz o irmão." Este versículo fala sobre a importância da amizade e da fidelidade, valores que Davi demonstra ao proteger Jônatas, filho de Saul, mesmo quando seu próprio sogro tenta matá-lo.

    • Salmos 34:19: "Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas." Este versículo enfatiza a proteção divina para aqueles que buscam a justiça e a retidão, o que Davi experimenta quando escapa das várias tentativas de assassinato de Saul.

    • Provérbios 26:24-25: "O que odeia disfarça com os seus lábios, mas no seu interior encobre o engano. Quando te suplicar com voz suave, não te fies nele, porque sete abominações há no seu coração." Este versículo fala sobre a falsidade e a traição, comportamentos que Saul demonstra ao fingir perdoar Davi, mas na verdade continua a persegui-lo.

    • Salmos 27:1: "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O Senhor é a fortaleza da minha vida; de quem me recearei?" Este versículo destaca a importância da confiança em Deus, que é o que Davi demonstra ao enfrentar a perseguição de Saul com coragem e fé.

    1 Saul falou ao seu filho Jônatas e a todos os servos, ordenando-lhes que matassem Davi. Mas Jônatas, que tinha grande afeição por Davi,

    2 preveniu-o disso: “Saul, meu pai, procura matar-te. Fica de sobreaviso amanhã cedo; esconde-te.

    3 Sairei em companhia de meu pai, ao campo onde estiveres. Falarei a meu pai, para ver o que ele diz e te avisarei depois”.

    4 Jônatas falou bem de Davi ao seu pai e ajuntou: “Que o rei não faça mal algum ao seu servo Davi, pois que ele nunca te fez mal algum. Ao contrário, prestou-te grandes serviços.

    5 Arriscou a sua vida para matar o filisteu e o Senhor deu uma grande vitória a Israel. Foste testemunha disso e te alegraste. Por que queres pecar contra o sangue inocente, matando Davi sem motivo?”.*1

    6 Saul ouviu a voz de Jônatas e fez este juramento: “Pela vida do Senhor, Davi não morrerá!”

    7 Então Jônatas chamou Davi e contou-lhe tudo isso. Levou-o em seguida a Saul, para que ele retomasse o seu lugar como dantes.

    8 Tendo recomeçado a guerra, marchou Davi contra os filisteus, combatendo-os e infligindo-lhes uma grande derrota e eles fugiram diante dele.

    9 O mau espírito do Senhor, porém, veio novamente sobre Saul. Estava ele sentado em sua casa, com a lança na mão; Davi tocava a cítara.

    10 Saul, então, arremessou-lhe a lança, procurando cravá-lo na parede; Davi desviou-se e a lança foi cravar-se na parede. Davi esquivou-se e fugiu naquela mesma noite.

    11 Ora, mandou o rei emissários à casa de Davi, para terem-no seguro e assassiná-lo pela manhã. Mas Micol, mulher de Davi, disse-lhe: “Se não fugires esta noite, amanhã serás um homem morto”.

    12 Fê-lo, pois, descer pela janela e ele fugiu são e salvo.

    13 Micol tomou a estátua de um ídolo e a pôs na cama, colocou-lhe em redor da cabeça uma cobertura de pele de cabra e cobriu tudo com um manto.

    14 Quando chegaram os enviados de Saul para prender Davi, ela lhes disse: “Ele está doente”.

    15 Saul mandou-os de novo, com a ordem de vê-lo, dizendo: “Trazei-mo com sua cama e eu o matarei”.

    16 Tendo chegado os mensageiros, só encontraram na cama a estátua com uma cobertura de pele de cabra no lugar da cabeça.

    17 Saul disse a Micol: “Por que me enganaste assim, deixando escapar o meu inimigo?”. Micol respondeu: “Porque ele me disse: ‘Deixa-me partir, senão te mato!’.”

    18 Davi fugiu, pois, e foi ocultar-se junto de Samuel, em Ramá, e contou-lhe tudo o que Saul lhe fizera. E foram ambos morar em Naiot.

    19 Disseram a Saul: “Davi está em Naiot, perto de Ramá”.

    20 Saul mandou homens para prendê-lo, mas quando viram a comunidade dos profetas em delírio, tendo Samuel à sua frente, o espírito de Deus veio sobre os enviados de Saul que começaram, também eles, a profetizar.*1

    21 Contaram-no a Saul, que enviou outros mensageiros, mas também estes se puseram a cantar como os primeiros. Saul mandou um terceiro grupo, os quais também profetizaram.

    22 Então ele foi pessoalmente a Ramá. Chegando à grande cisterna de Soco, perguntou: “Onde estão Samuel e Davi?”. “Estão em Naiot – responderam-lhe –, perto de Ramá.”

    23 Mas, no caminho para Naiot, assaltou-o também o espírito de Deus e Saul foi tomado de transes por todo o caminho até chegar a Naiot.

    24 Despiu suas vestes, profetizando diante de Samuel e ficou assim despido, prostrado por terra durante todo o dia e toda a noite. Daí o ditado: “Está Saul também entre os profetas?”.