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    Números, 20

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    Notas do capítulo
    • Números 20 narra a morte de Miriã, irmã de Moisés, e a falta de água para a comunidade de Israel, que acaba gerando uma série de conflitos. Moisés e Arão se dirigem até o Tabernáculo para buscar orientação de Deus, e Ele instrui que Moisés fale à rocha para que ela dê água ao povo. Entretanto, Moisés, irritado com as reclamações do povo, acaba ferindo a rocha com sua vara, o que desagrada a Deus. Abaixo estão cinco versículos relacionados com os temas abordados em Números 20:

    • Salmos 106:32-33: "Com a água da contenda os fizeram irados, e sucedeu mal a Moisés por causa deles. Pois exacerbaram seu espírito, de modo que falou precipitadamente com seus lábios". Este Salmo faz referência ao episódio narrado em Números 20, no qual o povo de Israel reclama da falta de água e Moisés acaba agindo impulsivamente e ferindo a rocha com sua vara.

    • Isaías 48:21: "Eles não tinham sede quando ele os levou pelos desertos; ele fez água fluir da rocha para eles; ele fendia a rocha, e a água jorrava". Este versículo faz referência à época em que os israelitas vagavam pelo deserto e Deus, por intermédio de Moisés, fez brotar água da rocha para saciar a sede do povo.

    • João 4:13-14: "Jesus respondeu: 'Quem beber desta água terá sede de novo, mas quem beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Ao contrário, a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna'". Este versículo faz referência à água viva que Jesus oferece, que simboliza a vida eterna e a satisfação plena das necessidades espirituais.

    • 1 Coríntios 10:4: "e todos beberam da mesma bebida espiritual, pois bebiam da rocha espiritual que os acompanhava, e essa rocha era Cristo". Este versículo faz referência à rocha que foi ferida por Moisés para que a água jorrasse e saciasse a sede do povo de Israel no deserto. Paulo, ao escrever aos coríntios, faz uma conexão entre a rocha que saciava a sede física do povo no deserto e Cristo, que sacia a sede espiritual de todos aqueles que crêem nele.

    • Apocalipse 21:6: "E disse-me: 'Está feito. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. A quem tiver sede darei de beber gratuitamente da fonte da água da vida'". Este versículo faz referência à Nova Jerusalém, a cidade celestial que Deus criará no fim dos tempos. Nessa cidade, todos os que tiverem sede poderão beber gratuitamente da fonte da água da vida, que simboliza a vida eterna.

    1 Toda a assembleia dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin no primeiro mês. O povo ficou em Cades; ali morreu Maria, que foi sepultada no mesmo lugar.

    2 Como não houvesse água para a assembleia, o povo se ajuntou contra Moisés e Aarão,

    3 procurou disputar com Moisés e gritou: “Oxalá tivéssemos perecido com nossos irmãos diante do Senhor!

    4 Por que conduziste a assembleia do Senhor a este deserto, para nos deixar morrer aqui com os nossos rebanhos?

    5 Por que nos fizeste sair do Egito e nos trouxeste a este péssimo lugar, em que não se pode semear, e onde não há figueira, nem vinha, nem romãzeira, e tampouco há água para beber?”.

    6 Moisés e Aarão deixaram a assembleia e dirigiram-se à entrada da tenda de reunião, onde se prostraram com a face por terra. Apareceu-lhes a glória do Senhor,

    7 e o Senhor disse a Moisés:

    8 “Toma a tua vara e convoca a assembleia, tu e teu irmão Aarão. Ordenareis ao rochedo, diante de todos, que dê as suas águas; farás brotar a água do rochedo e darás de beber à assembleia e aos seus rebanhos”.

    9 Tomou Moisés a vara que estava diante do Senhor, como ele lhe tinha ordenado.

    10 Em seguida, tendo Moisés e Aarão convocado a assembleia diante do rochedo, disse-lhes Moisés: “Ouvi, rebeldes: Acaso faremos nós brotar água deste rochedo?”.

    11 Moisés levantou a mão e feriu o rochedo com a sua vara duas vezes; as águas jorraram em abundância, de sorte que beberam, o povo e os animais.

    12 Em seguida, disse o Senhor a Moisés e Aarão: “Porque faltastes à confiança em mim para fazer brilhar a minha santidade aos olhos dos israelitas, não introduzireis esta assembleia na terra que lhe destino”.

    13 Estas são as águas de Meriba, onde os israelitas se queixaram do Senhor, e onde este fez resplandecer a sua santidade.*1

    14 De Cades, Moisés enviou mensageiros ao rei de Edom: “Eis – disseram-lhe eles – as palavras que te dirige o teu irmão Israel: Tu sabes todos os males que temos passado.

    15 Nossos pais tinham descido ao Egito, onde habitamos durante muito tempo. Os egípcios, porém, nos maltrataram, a nós e a nossos pais.

    16 Clamamos ao Senhor, ele nos ouviu, e mandou-nos um anjo que nos tirou do Egito. Eis-nos agora aqui em Cades, cidade situada nos confins de teu território.*1

    17 Deixa-nos passar pela tua terra. Não atravessaremos os campos, nem as vinhas e não beberemos a água dos poços; mas seguiremos a estrada real sem nos desviarmos nem para a direita nem para a esquerda, até que tenhamos passado o teu território”.

    18 Edom respondeu: “Tu não passarás pela minha terra; do contrário, sairei ao teu encontro com a espada na mão”.

    19 Disseram-lhe os israelitas: “Tomaremos a estrada comum, e se bebermos de tua água, eu e os meus rebanhos, te pagarei o preço. Não há perigo algum; só queremos passar”.

    20 Edom replicou: “Tu não passarás”. E veio em massa ao encontro deles com as armas na mão.

    21 Recusando Edom a passagem através do seu território, Israel tomou outra direção.

    22 Partiram de Cades. Toda a assembleia dos israelitas chegou ao monte Hor.

    23 Nesse lugar, que está nas fronteiras da terra de Edom, o Senhor disse a Moisés e a Aarão:

    24 “Aarão vai ser reunido aos seus, porque ele não entrará na terra que destino aos filhos de Israel, visto terdes sido rebeldes à minha ordem nas águas de Meriba.

    25 Toma Aarão e seu filho Eleazar, e leva-os ao monte Hor.

    26 Despojarás Aarão de suas vestes e revestirás com elas o seu filho Eleazar. Aarão será reunido aos seus, e aí morrerá”.

    27 Moisés fez como ordenou o Senhor: Subiram ao monte Hor à vista da assembleia.

    28 Despojando Aarão de suas vestes, Moisés revestiu com elas Eleazar, filho do sacerdote. Aarão morreu ali, no cimo do monte. Moisés e Eleazar desceram de novo,

    29 e toda a assembleia, ao saber da morte de Aarão, chorou-o durante trinta dias.